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Manejo rotacionado continua durante período seco do ano.
27/07/2010
Uso racional das pastagens em sistema de pastejo rotacionado também é realizado durante o período seco no Tocantins.
A Ampar Agropecuária, localizada em Conceição do Tocantins, Estado do Tocantins, já desenvolve o manejo rotacionado de pastagens desde o início do período chuvoso do ano agrícola 2009/2010, através do manejo de pastagens de Andropogon e Braquiarão. No entanto, é a primeira vez que este manejo é realizado durante o período seco do ano.
A seca na região sudeste do Tocantins é um dos maiores desafios que os produtores daquela região têm de enfrentar, pois lá ocorre de forma intensa, explica Rodrigo Paniago, engenheiro agrônomo e sócio da Boviplan Consultoria Agropecuária, “tanto que muitos rios secam durante este período, dificultando inclusive o manejo das pastagens, já que alguns pastos acabam ficando sem água”.
O manejo de pastagens em sistema de rotacionado é muito comum no período chuvoso, pois nesta época o manejo das pastagens é mais fácil, “as limitações para o crescimento da planta são muito menores”, afirma Paniago, que nos projetos que assessora diz não limitar este tipo de manejo somente ao período seco do ano. “Muito produtores acreditam que por não haver o rebrote em muitas situações ao longo do período seco do ano, também não é preciso manejar as pastagens em sistema de rotacionado”.
Segundo Paniago, que presta consultoria para a Ampar, no pastejo rotacionado que é denominado pela Boviplan de semi-intensivo, geralmente utilizado para gado de cria, a lotação permanece igual durante todo o ano, pois nos período das águas o excedente é acumulado nas próprias plantas do capim do rotacionado, estoque que é consumido paulatinamente ao longo do período seco do ano, “até que volte a chover e a pastagem volta a rebrotar iniciando o ciclo novamente”.
No entanto, não é só a quantidade que importa, alerta Paniago, é fundamental que também haja um ajuste na nutrição. ”Durante a seca as pastagens estão com uma qualidade nutricional bem baixa, não adianta só estocar massa de capim para este período, é fundamental que haja uma suplementação que equalize a oferta de alimentos ao menos de acordo com o mínimo de exigência de cada categoria animal”.
Na Ampar, segundo o consultor, as vacas de cria recebem sal misturado com uréia e as categorias de recria suplemento proteico-energético (sal proteinado). “Os animais adultos têm uma exigência em proteína menor que as categorias em crescimento, por isto só o sal misturado com uréia já é suficiente, agora para os animais em recria é fundamental um aporte maior de proteína, assim recomendamos o sal proteinado, ou seja, suplemento mineral misturado com uréia e também farelos de grãos".
Outra dica importante de Paniago é fazer a mistura do sal proteinado na própria fazenda, pois com esta tecnologia é possível baratear o custo com a suplementação. “Para misturar o sal proteinado dentro da fazenda basta um bom misturador e funcionários treinados, isto a Ampar já tem”. Uma vantagem adicional citada pelo técnico da Boviplan é que com a mistura na própria fazenda é possível regular a qualidade do produto, a fim de ajustar o consumo para que o mesmo propicie um bom custo-benefício.
Na Ampar os ingredientes utilizados para a mistura do sal proteinado são farelo de algodão, sorgo grão, sal branco e mistura mineral comercial (macro, micronutrientes e uréia), que segundo cálculos do consultor possibilita uma economia de 40% por quilo de suplemento, quando comparado com a oferta de produtos prontos no mercado regional.

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